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[RESENHA] Nem Tudo Será Esquecido - Wendy Walker / Editora Planeta de Livros Brasil





NEM TUDO SERÁ ESQUECIDO - Wendy Walker

Sinopse: Tudo parece perfeito na pequena Fairview, em Connecticut, até a noite em que a adolescente Jenny Kramer é violentada durante uma festa. Nas horas posteriores, ela é medicada com uma droga controversa para que as memórias da violência sejam apagadas. Mas, nas semanas que se seguem, enquanto se cura das dores físicas, Jenny percebe que guardou nuances daquela noite. O pai, obcecado por sua incapacidade de descobrir quem abusou de sua filha, busca justiça, enquanto a mãe tenta fazer de conta de que o crime não abalou seu mundo cuidadosamente construído. Segredos da família e do círculo próximo começam a vir à tona durante a busca incessante pelo monstro que invadiu a comunidade – ou que talvez sempre tenha estado lá –, guiando este thriller psicológico para um fim chocante e inesperado.
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Thriller psicológico tem se tornado um dos meus gêneros queridinhos, um gosto a pouco adquirido. E esse livro em especial, amei ler. Com um enredo repleto de reviravoltas, NEM TUDO SERÁ ESQUECIDO é uma intrigante história sobre manipulação, necessidade de aceitação, egoísmo, medos, sentimentos crus que são expostos e embaralhados, relações familiares quebradas, abuso e recomeços. A verdade é que aqui, nada é o que se espera. E cada vez que pensamos ter chegado a um veredito final, na verdade descobrimos apenas que se trata da ponta do iceberg.

Jenny tinha apenas quinze anos quando foi brutalmente violentada. Um estupro bestial, realizado por um verdadeiro monstro que de maneira perturbadora se sentiu satisfeito com o ato. Um homem que premeditou, planejou e que tomou medidas de segurança, a fim de não deixar nenhum vestígio – usou um gorro, depilou seu órgão genital, usou camisinha -, tudo para que não restasse DNA ou rastros de seu crime, a não ser é claro, uma vítima e todas as consequências de tamanha crueldade.

“Ninguém a escutou até que estivesse acabado. Ela disse que agora entende que, ao final de cada batalha, restam o conquistador e o conquistado, o vencedor e a vítima, e que aceitara a verdade: ela fora total e irrevogavelmente derrotada.”

Tentando encontrar uma maneira de aliviar e ajudar sua filha, os pais de Jenny chegaram ao consenso de que seria melhor submetê-la a um procedimento que apagaria sua lembrança, deste modo apesar dos danos físicos, não restariam memórias ou recordações do que ocorreu naquela fatídica noite, uma maneira de amenizar o trauma. Mas apesar de sua cabeça não se recordar exatamente do que aconteceu e seu corpo não reagir negativamente ao tratamento, de alguma forma Jenny se sente perdida, incompleta e mesmo que tente seguir como uma adolescente normal, ela sabe que tem algo de errado, algo que a consome e a fez desejar morrer. É então que lhe oferecem uma nova oportunidade, a chance de talvez desvendar o que de fato aconteceu, recuperar suas lembranças, enfrentá-las e quem sabe conseguir deixar toda aquela dor para trás.

“O desejo humano de não estar sozinho no mundo é poderoso. Talvez mais poderoso do que a razão ou a consciência ou o medo.”

Não posso me estender muito sobre o enredo em si, pois qualquer pequeno deslize poderia soar como um grande spoiler. Mas preciso dizer o quanto foi doloroso, revoltante e angustiante acompanhar a trajetória dessa jovem e o modo como o ocorrido acabou por abalar sua família inteira, trazendo a tona segredos e verdades que até então não eram conhecidas. A impressão que tive foi de um castelo de cartas, basta puxar uma única carta de maneira abrupta e todo o restante irá ruir.

“Era perfeito porque era real. Estivera lá todo esse tempo, cuidadosamente preservada, e agora tinha encontrado o caminho de volta. (...) Jenny se conectara aos sentimentos que criou. Eles não estavam mais flutuando dentro dela, como os fantasmas que Sean Logan havia descrito. Eles encontraram sua morada e agora podiam ser reorganizados, e por fim, processados. Estava funcionando! Jenny Chorou. Ela soluçou.”

O que mais gostei na história foi à construção do enredo, a maneira como a autora conseguiu me envolver com sua teia de suspense, me enlaçando de tal maneira a ponto de me hipnotizar e deixar fissurada, a cada página precisando saber o que de fato aconteceu. Para isso ela criou muitas vertentes, caminhos que em determinado momento pensei serem desnecessários, mas que acabaram por fazer todo o sentido no final. Foi divertido criar milhares de teorias, acreditar ter desvendando o segredo e ficar aterrorizada com essa possibilidade e então tudo ser desmanchado. Porém esperava algo totalmente diferente do que me foi apresentado e aí que entra os pontos que me levaram a não dar cinco estrelas para o livro. Primeiro ponto que me desagradou foi à narrativa, em alguns momentos me senti como se estivesse sentada em um auditório, assistindo a uma palestra, ou aula, sobre crimes e como solucioná-los – para quem assiste Criminal Minds, vai compreender o que estou falando -, o narrador foi alguém que jamais imaginei que seria o responsável por contar essa história, apesar dele ser sim mais que fundamental para o desfecho. Eu esperava ler, Jenny contando sua própria história e não foi isso aconteceu. Outro ponto que me incomodou é que senti que a autora não focou exatamente na Jenny e o estupro, ela acabou transformando a garota em uma espécie de coadjuvante da própria história, o que me deixou com o sentimento de que faltou algo. Entretanto, confesso que apesar dos apontamentos feitos aqui eu GOSTEI muito do livro e fui sim surpreendida.

Então, SIM eu o RECOMENDO muito. A história está muito bem desenvolvida e com certeza é uma leitura viciante. Tenha em mente que o que explanei aqui não chega a descrever nem um terço da grandiosidade da obra, pois não posso dar detalhes, nem me prolongar nas justificativas e apresentações.

A Editora Planeta de Livros Brasil, eu deixo meus parabéns. CAPA linda, amei a lombada a escolha das cores. Diagramação simples e impecável. O livro está belíssimo.

Então, se você é fã de thrillers psicológicos, não deixe de conferir esse aqui. E se ainda não conhece o gênero, essa é uma ótima oportunidade para se aventurar.


Até a próxima! Bye.

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