[RESENHA] Codinome Lady V, Os Sedutores de Havisham, Vol. 01 - Lorraine Heath / Editora Gutenberg (#DesafioHistóricoseEu2 - Meta 3)

29 março 2017



Codinome Lady V, Os Sedutores de Havisham, Vol. 01 - Lorraine Heath

Sinopse: Cansada de rejeitar pretendentes interessados apenas em seu dote escandalosamente vultoso, Minerva Dodger decide que é melhor ser uma solteirona do que se tornar a esposa de alguém que só quer seu dinheiro. No entanto, ela não está disposta a morrer sem conhecer os prazeres de uma noite de núpcias e, assim, decide ir ao Clube Nightingale, um misterioso lugar que permite que as mulheres tenham um amante sem manchar sua reputação. Protegida por uma máscara e pelo codinome Lady V, Minerva mal consegue acreditar que despertou o desejo de um dos mais cobiçados cavalheiros da sociedade londrina, o Duque de Ashebury. E acredita menos ainda quando ele começa a cortejá-la fora do clube. Por mais que ele seja tudo o que ela sempre sonhou, Minerva não pode correr o risco de ele descobrir sua identidade, e não vai tolerar outro caçador de fortunas. Depois de uma noite de amor com Lady V, Ashe não consegue tirar da cabeça aquela mulher de máscara branca, belas pernas e língua afiada. Mesmo sem saber quem ela é, o duque nunca tinha ficado tão fascinado por nenhuma outra mulher antes. Mas agora, à beira da falência, ele precisa arranjar muito dinheiro, e rápido. Sua única saída é se casar com alguma jovem que tenha um belo dote, e sua aposta mais certeira é a Srta. Dodger, a megera solteirona que tem fama de espantar todos os seus pretendentes.
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Oi gente! Tudo bem com vocês?

Já chegamos no terceiro mês e mais um item do desafio foi cumprido. Nesse mês trouxe um livro que se encaixa na categoria: Ler um romance histórico que seja o primeiro de uma série. O meu escolhido foi “Codinome Lady V”, da autora Lorraine Heath. Ele é o primeiro livro da série “Os Sedutores de Havisham”. A série é composta por mais dois livros e um conto, então fiquem de olhos abertos, que a Gutemberg está arrasando nas publicações.

Aqui a gente começa conhecendo Minerva, única filha de um rico plebeu, que se casou com uma duquesa, por isso seu dote é uma quantia exorbitante, atraindo os piores pretendentes da Inglaterra. Ela jurou nunca se casar com um caçador de dotes e somente vai se casar por amor. Não espera da vida nada menos o que seus pais têm. Por isso, depois de várias temporadas e pedidos de casamento fracassados, Minerva é uma solteirona, e seu único desejo é conhecer o toque de homem que realmente a deseja, sem saber sobre sua fortuna, seu dote, sua identidade e seu rosto. Dará seu corpo e sua virgindade, escondidas sob uma máscara, oculta sob o pseudônimo Lady V.

Para que isso ocorra, vai o Clube Nightgale. Um lugar onde as mulheres vão mascaradas e podem escolher um parceiro (um nobre associado do clube) para passar um tempo em boa companhia, se é que me entendem!

Ashe, duque de Ashebury, é um dos Diabos de Havisham. Seus pais morreram em um acidente e foi criado por um marques não muito bom da cabeça, por conta de um amor perdido, junto com outras 3 crianças. Por isso não quer se apaixonar de jeito nenhum. Sempre quando precisa de companhia, vai ao clube atrás de uma beleza sem par. Para aquela noite, queria um par de pernas esguias e cumpridas, e quando encontra, aquela que seria Lady V, se encanta. Tudo é feito na maior discrição. Nada de nomes, nada de rostos. Somente o corpo um do outro. Mas o caso é que Lady V é uma virgem e Ashe jamais se envolveria com uma.

“Sua visão estava focada apenas nele.Naquele homem que lhe despertava sensações que ela se achava incapaz de sentir. Naquele homem que a fazia se sentir admirada e ao mesmo tempo a fazia entender o que poderia ter se fosse do tipo de mulher por quem um homem consegue se apaixonar. Entender como poderia ser... Entender apenas a parte mais superficial disso tudo... Bem, era melhor do que nunca ter entendido, melhor do que nada.”

Minerva nunca imaginou se envolver com o Duque de Ashebury. Ashe é um dos homens mais bonitos que já viu, e sua fama vai muito além de libertino, ele é um dos diabos. Porém, cada vez mais se vê envolvida no charme irresistível.

“Eu quero um homem que olhe para mim da maneira que meu pai olha para a minha mãe, da maneira que Lovingdon olha para você. Como se ninguém mais fosse tão importante ou amado.”

Mesmo sem saber quem é Lady V, Ashe não consegue deixar de pensar nela. Mas ao mesmo tempo acaba por conhecer Minerva, uma moça simples, mas de inteligência peculiar, todas as conversas e assuntos se tornam fascinante entre eles. No primeiro momento, não liga para mexericos. Para ele, as características de Minerva, que é conhecida como megera pelos seus ex pretendentes, é uma lufada de ar fresco. Ter uma conversa com Minerva é excitante. Quanto mais a conhece, mas interessado fica, enquanto Minerva fica mais desesperada, achando que ele poderia a reconhecer! É quase um jogo de gato e rato, e nesse caso, acho que ninguém perde.

“– Não quero decepcioná-lo.Ashe deslizou por cima do corpo dela e mordiscou o lóbulo de sua orelha. Minerva gemeu baixinho.– Você está em meus braços. – Ele sussurrou, rouco. – Como eu poderia estar decepcionado?”

Gente, eu amo quando os romances são focados em mocinhas além do seu tempo. Mulheres que buscam muito mais do que aquela época era permitido. Para Minerva, falar de negócios era simples, fácil e instigante. Isso porque seu pai sempre a incentivava a se preocupar com isso. Na sua família, dentro da sua casa, todos podiam dar suas opiniões em todos os assuntos, e existia liberdade. Por isso, jamais se contentaria com um homem que a subjugasse, que exigiria da esposa somente obediência e herdeiros. Ela queria amor e parceria, nada menos seria ideal. E amo isso!

Em romances de época é muito normal lermos mocinhas passivas, que nunca tomam as decisões de sua vida. São prisioneiras de regras e condutas que uma sociedade hipócrita impõe. Sempre estão a mercê de seus pais, noivos e esposos. E encontrar Minervas por aí é muito difícil, mas é delicioso.

Ao mesmo tempo, em que temos uma mulher idealista, também vemos uma mulher romântica e sonhadora, que espera ser amada por tudo o que é: uma mulher inteligente, crítica, talentosa, altiva. Capaz de tomar decisões e escolher seu futuro.

Me apaixonei pela história. As cenas são engraçadas e sensuais de muito bom gosto. Já conhecia a escrita da Lorraine e posso afirmar que é cativante. Ela escreve muito bem e estou bem ansiosa para a Gutenberg lançar os outros livros da série. 


Espero que tenham gostado da dica desse mês. Se já leram, deixa aqui suas impressões, e se não conhecia, corre!


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Sugestões de leituras para cada meta – CLIQUE AQUI

Beijos e até o próximo mês! 


5 comentários

  1. Oi! Li o livro mês retrasado e fiquei encantada com a Minerva também, justamente por ela ser tão a frente do seu tempo, coisa que eu amo de ver nos romances de época. Estou louca para já ler o segundo e claro, matar a saudade dos personagens.
    Beijo, Leitora Encantada

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    1. Olá! Acho tão bom encontrar mocinhas objetivas e fortes!! Também estou bem ansiosa pelo segundo! Beijos

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  2. Oi Bia, eu já li esse livro e gostei demais da escrita da autora realmente cativante e muito fácil de se ler, quando dei por mim estava no fim. Apesar de ter curtido a história houve um aspecto que me incomodou nela, é que me pareceu que ela é derivada de duas séries, já que pelo carinho que ela fala das histórias do pai e do irmão fiquei pensando que eles devem ter suas próprias histórias e que a dela deve ter começado em um desses livros, pois ela é muito próxima do irmão e de alguns amigos homens, assim foi como se faltasse ler uma parte da história rsrs, mas tirando isso eu curti demais.
    A capa tá linda, eu amo a Gutenberg e seus lançamentos históricos são sempre presentes pra nós leitores. Linda resenha e mais um desafio cumprido, tá arrasando ;)

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    1. Oi Lili! Realmente existe outra duas séries em que o pai e o irmão dela fazem parte! É uma pena a Gutenberg não ter começado do começo né?
      Espero que pelo menos tenhamos a chance de ler!
      Beijos!

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    2. Verdade, espero que tenhamos a chance de ler em algum momento.

      P.S: Me atrapalhei e comecei com Oi Bia, mas era Oi Carol lá no primeiro comentário kkkkk

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