[RESENHA] Sedução da Seda - Loretta Chase / Editora Arqueiro (#DesafioHistoricoeEu2 Meta 4)

24 maio 2017





SEDUÇÃO DA SEDA, Série As Modistas, Vol 1 - Loretta Chase

Sinopse: Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon. Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna. O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas. Primeiro livro da série As Modistas, Sedução da seda é como um vestido minuciosamente desenhado por Loretta Chase: de cores suaves e românticas em alguns trechos, mas adornado com os detalhes perfeitos para seduzir.
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Oi gente! Como andam a leituras de vocês? Eu já li alguns bons livros e um deles com certeza foi A Sedução da Seda da autora Loretta Chase que está cada vez mais cativa em meu coração.


Esse livro se encaixaria em diversas categorias do desafio, mas a escolhida foi LER UM ROMANCE ONDE A MOCINHA JÁ TENHA FILHOS no início da história. Não é muito comum nos romances de época que as mocinhas já tenham filhos, mesmo porque, geralmente, são solteiras, virgens, em busca de um bom marido.

Claro que existe ótimas exceções, e esse livro mostra exatamente isso. Aqui não temos salões de bailes, mães em busca do melhor casamento para suas filhas... nada disso. Aqui conhecemos Marcelline e as irmãs Noirot!

Elas são órfãs desde muito novas. Tiveram que crescer trabalhando e muito cedo aprenderam uma profissão: o corte e costura. Como sabemos, não é bem visto moças que precisam trabalhar para viver, e é justamente assim que as irmãs Noirot sobrevivem! Elas têm um atelier de costura. Marcelline é a irmã mais velha, a mais responsável, a modista, a criadora dos vestidos. Ela não é qualquer costureira, é a melhor costureira de Londres.

Mas nem todo mundo sabe disso ainda, o atelier ainda é pequeno, e apesar de serem muito talentosas, ainda existe muito preconceito. As mais ricas e influentes mulheres da sociedade, ainda são pudicas e sóbrias. Não gostam de nada muito diferente, colorido. Preferem a coisa meio sem graça mesmo. Então, as Noirot estão lutando para que seu atelier alavanque!

Quando ficam sabendo que o Duque Clevedon voltará a Londres e finalmente se casará com Lady Clara, sua prometida há décadas, fica claro que precisam conquistar a mais importante e influente mulher de Londres: a futura Duquesa! E para isso Marcelline embarca para Paris.
O duque é perigoso. Se encanta por Marcelline imediatamente. Nunca conheceu uma mulher mais instigante. E ela deixa muito claro suas intenções, só que resistir a todo o charme de um homem tão maravilhoso é muito difícil!

“Todos os homens no teatro notavam a presença dela. Nenhum deles prestava atenção na ópera. O público francês, diferentemente do inglês ou do italiano, assistia às apresentações no mais respeitoso silêncio. Mas os amigos de Clevedon sussurravam sem parar, querendo saber quem era “aquela magnífica criatura” sentada ao lado da atriz Sylvie Fontenay.”

Olha, preciso desabafar: nada é muito fácil na vida desses dois! Existem tantos percalços, aventuras e desentendimentos.

Conforme lemos, entendemos que essa relação é completamente contraditória e quase impossível de ser levada adiante. Marcelline e Clevedon sabem que têm objetivos e obrigações diferentes na vida. Ele precisa se casar com um a mulher prometida, e ela cuidar do único sustento da vida dela, de sua filha, e de suas irmãs. E ainda se não bastasse o cara é um duque e a Mercelline uma costureira. A melhor costureira de Londres, mas mesmo assim, uma costureira!

“Marcelline tinha plena consciência disso. Sua Graça não era apenas especialista em sedução, mas um homem de fino gosto. Não corria atrás de qualquer mulher atraente que cruzasse seu caminho. Não frequentava bordéis – nem mesmo o mais elegantes –, como tantos estrangeiros faziam. Não corria atrás de serviçais ou costureiras. Apesar de sua reputação, não era um típico libertino. Só perseguia as belezas mais aristocráticas de Paris e o crème de la crème do submundo.”

Eu sempre tive problemas com duques. Acho que são arrogantes demais para o meu gosto. E Clevendon é o pior deles. Arrogância, teimosia e obstinação são poucos adjetivos que podemos usar para defini-lo. O homem fala e faz tantas m***** que dá uma raiva. Mas ao mesmo tempo, gente, aí que HOMÃO DA P****!!! Desculpa pelos palavrões, mas o Duque de Clevendon me tira do sério, em todos os sentidos!

Adorei a forma como a autora mostra lados opostos nesse livro. De um lado toda a pompa da nobreza, e de outro a vida singela dos mais abastados. Ela mostra coisas bonitas, e escreve com intensidade seus livros!

Gostei muito e apesar de todas as minhas reclamações para com a Vossa Graça, não mudaria nada!

A arqueiro já lançou o segundo livro da série, Escândalos de Cetim, e o último, Volúpias de Veludo, deve sair ainda no mês de maio.


Espero que tenham gostado da dica de hoje, e se já conhecem a série, deixem suas impressões por aqui!!!

Até o próximo item do desafio!!!


Beijos!


2 comentários

  1. Oi Carol, curti muito essa leitura quando a fiz e o que mais gostei foi da protagonista que foge dos padrões (isso acontece com as mocinhas da autora, são mais independentes e vibrantes), é chefe de família e não busca o amor e sim ser firmada profissionalmente, preocupa-se com suas irmãs, sua filha que é fofa <3 Gostei dela e do Duque também, não sou fã de triângulos e inicialmente lendo a sinopse fiquei com receio de ter nesse livro, mas não e Clevendon e ela me fizeram torcer muito por eles em suas cenas. Amei a resenha e curti demais esse livro, que tem uma linda capa e uma história que vale super a pena ;)

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    Respostas
    1. Oi Lili! Tudo bem? Eu fiquei com uma raivinha do duque quando li. Mas, ao mesmo tempo, achei ele tão leal. Por ajuda-las e sempre estar por lá.
      Aconteceu a mesma coisa com o Príncipe dos canalhas, ficava com uma raivinha do duque e ao mesmo tempo, apaixonada!
      Acho que os livros da Loretta,sempre começa mais devagar e depois que o negócio pega fogo!
      Obrigada pelo carinho! Beijos!

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