A quarentena e a crise de criatividade.


Olá, meu povo!

Hoje eu quero falar um pouquinho sobre a vida de escritora, de como às vezes esse processo de criação é complicado, e o quão sofrido é passar por um bloqueio criativo.

Desde que esse caos do Covid19 se assolou sobre o mundo, tudo se tornou mais difícil, vivemos em uma luta constante e diária até para as coisas que antes eram corriqueiras no nosso dia a dia. Imagina tudo isso na cabeça de um escritor, que tem como missão passar para as páginas vazias um faz de conta, um mundo mais bonito.

Para ser sincera, meu bloqueio veio bem antes disso, no final de 2018 quando meu pai faleceu.  A tristeza do momento e as decisões que vieram depois de sua morte, me deixaram cada vez mais afastada desse universo.

Lancei dois livros desde então, porém, esses livros já estavam praticamente prontos, e até mesmo o processo de lapidação foi complicado.

Estou voltando aos poucos, pois depois de um tempo, decidi não me cobrar mais. Sei que, para escrever não dá apenas para contar com a inspiração, tem que se esforçar, se empenhar. Mas naquele momento, não tinha forças para isso.

Conversando com amigas escritoras, percebi que, nesse momento tem muita gente na mesma.

Voltei a mexer em um livro de 2018, escrevi algumas paginas de algo totalmente novo e assim estou indo, devagar.

Não há formulas mágicas para ajudar a sair do bloqueio, o que funcionou pra mim foi:

Ler bastante — ainda mais nesse período de quarentena. Que li muito mesmo, sem culpa.

Assistir filmes, séries e doramas — mais doramas, confesso (ainda vou falar sobre isso com vocês aqui), que me inspiram muito, a doçura das séries asiáticas colaboram muito com meu lado romântico e sonhador.

Trocar ideias — conversar com outras colegas de profissão e dividir as dores e sentimentos tem sido um grande aliado, saber que, não é só comigo. Ler o que as amigas escrevem, opinar, ajudar é uma ótima forma de manter o cérebro mais ativo.

Um projeto diferente — quando fui convidada a ter essa coluna aqui pela Bia, fiquei muito feliz. Uma coisa diferente a se fazer, um novo desafio, mais uma forma de criar.

Não me cobrar — parei com as cobranças. Lógico que as vezes elas aparecem, mas paro, respiro e me lembro que não adianta forçar, posso me empenhar, tentar, mas não me permito mais me frustrar caso não consiga.

E vamos em frente, o que eu sempre tento é pensar positivo, que nada dura para sempre, nem mesmo esse momento difícil que estamos passando.

E vocês, colegas escritores, quais as dicas para ajudar no processo criativo? Vamos dividir experiências?

Fiquem bem!

Com amor,

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